Close Menu
  • Início
  • Editorial
  • Artigos de Opinião
  • Noticias
  • Crónicas
  • Galeria Fotográfica
  • Agenda
Facebook X (Twitter) Instagram
Touro e Ouro
  • Início
  • Editorial
  • Artigos de Opinião
  • Noticias
  • Crónicas
  • Galeria Fotográfica
  • Agenda
Touro e Ouro
Início » Samora Correia: vontade, regularidade e pouco brilho

Samora Correia: vontade, regularidade e pouco brilho

0
By Redação on 18 de Agosto, 2026 Crónicas, Destaques
Share
Facebook Twitter Reddit Telegram Pinterest Email

Por: Rodrigo Viana

Segunda feira após o feriado do 15 de Agosto é já uma data típica no panorama taurino nacional, pois esta vila ribatejana serve de quadro para a habitual corrida de toiros, num tauródromo portátil. Os toiros eram provenientes da Casa Prudêncio, ganadaria cujos exemplares são reconhecidos como de dificuldade acrescida, especialmente para a forcadagem, tendo as lides a cargo de Gilberto Filipe, Luís Rouxinol Jr. e Diogo Oliveira. Bateram-lhes as palmas elementos dos grupos de forcados amadores de Lisboa e Alcochete.
Antes do início do festejo e logo após as cortesias, prestou-se uma sentida homenagem a Manuel Braga, coudeleiro da Sociedade das Silveiras, num justo reconhecimento a quem tem dedicado a vida ao cavalo lusitano e que tanto produto de qualidade tem fornecido ao toureio.

A corrida de Prudêncio não ofereceu matéria-prima fácil aos artistas, ainda que não tivessem levantados grandes problemas aos homens que envergam as jaquetas de ramagens. Houve toiros de pouca transmissão, bastante andarilhos e, por isso, incómodos, outros com pouca franqueza na investida e um ou outro que foi perdendo gás ao longo da lide, circunstâncias que acabaram por marcar o tom geral da noite.

Gilberto Filipe encontrou no primeiro do seu lote um toiro andarilho, que inicialmente pouco se fixava e que, depois da troca de montada, continuou a exigir uma abordagem mais próxima. Tentou iniciar os curtos nos médios, mas ao bater cedo, a primeira passagem resultou em falso, situação que voltou a acontecer antes da segunda da série. O astado foi a menos e pedia que lhe pisassem os terrenos, algo que nem sempre aconteceu. Terminou com um violino e um palmito, procurando variar os adornos, algo que o público naturalmente aprecia. No segundo, mais impetuoso à saída e também mais harmonioso de apresentação, esteve num plano razoável na ferragem curta, mas sem conseguir elevar a atuação para outro patamar. Terminou com um violino e o já habitual curto frontal sem cabeçada, que acabou por ser o ferro de melhor nota da sua noite.

Luís Rouxinol Jr. teve pela frente um primeiro toiro pouco colaborador, manso e incapaz de levar emoção às bancadas. A lide foi intermitente, com algumas passagens em falso, onde faltou maior sincronismo entre cavaleiro e toiro. O quarto curto da série foi o momento onde houve lugar à melhor reunião, antes de terminar com um palmito. No segundo, mais franzino, voltou a encontrar dificuldades. O primeiro curto saiu traseiro e a pouca franqueza da investida também não ajudou o ginete de Pegões a construir uma atuação de maior nível. Apenas no quarto curto conseguiu encontrar maior acerto, terminando depois com violino e palmo consecutivos. Não foi, certamente, a noite que Rouxinol Jr. levará para a memória.

Diogo Oliveira acabou por ser o mais regular dos três cavaleiros. O primeiro do seu lote, dentro do tipo dos que já haviam saído, mostrou alguma maior fijeza e permitiu ao mais novo de alternativa começar com acerto, deixando um bom primeiro curto, a justificar a música. No seguinte não conseguiu repetir a qualidade, com uma bandarilha passada, mas voltou a encontrar-se na quarta da série. No último da noite, provavelmente o de menor trapio do festejo, esteve novamente regular. Sem uma atuação brilhante ou triunfal, foi quem melhor conseguiu manter uma linha constante, com destaque para a segunda e quarta bandarilhas. Tentou ainda o violino, falhando nas duas primeiras oportunidades, até conseguir concretizá-lo.

Nas pegas, o Grupo de Lisboa abriu a noite com Duarte Fernandes, que só à terceira tentativa conseguiu consumar. Depois de uma primeira reunião sem conseguir fechar e de uma segunda em que foi derrotado da cara, encontrou finalmente o momento certo, com boa reunião e ajuda do grupo. Tomé Batalha reuniu e fechou bem na primeira tentativa, mas quando tudo parecia resolvido o toiro tirou a cara e o forcado saiu da mesma, obrigando à repetição. A segunda tentativa também não chegou a bom porto, ficando um dos ajudas maltratado, antes da pega ser finalmente consumada. António Galamba resolveu a sua pega à primeira, sem dificuldades de maior e com a formação a cumprir.

Pelo Grupo de Alcochete, Miguel Cruz encontrou um toiro que saiu solto e se deslocou do lugar onde fora colocado, acabando por desfeitear a primeira tentativa com um derrote seco quando os ajudas procuravam fechar. Na segunda esteve competente a reunir e teve uma excelente primeira ajuda, que largou no momento exato, mas a restante formação não conseguiu fechar a pega. À terceira foi consumada, com todos os elementos a cumprirem a sua função.
João Pereira esteve muito bem a reunir perante um toiro que o fez avançar e que foi mais tardo na investida. Saiu com velocidade, mas a formação esteve bem a ajudar e a pega ficou resolvida logo à primeira. Gabriel Rodrigues fechou a noite com uma pega tecnicamente perfeita, perante um toiro que também não tinha força para mais.

Corrida sem grandes momentos de exaltação, numa noite em que a regularidade acabou por valer mais do que o brilho. Houve vontade, houve alguns ferros de nota e houve alguns momentos interessantes nas pegas, mas faltou aos toiros da Casa Prudêncio a transmissão necessária para que a função pudesse subir verdadeiramente de tom. Dirigiu o delegado técnico tauromáquico Tiago Tavares, assessorado pela Dra. Maria Enes, com Tomás Napita no cornetim.

Please follow and like us:
0
fb-share-icon20
Tweet 20
Pin Share20
Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegram Reddit Email

Artigos Relacionados

17 de agosto “apimentado” em Coruche

17 de Agosto, 2026

Acompanhe em DIRETO a Corrida de Coruche

17 de Agosto, 2026

Arruda dos Vinhos – Isto é que foi uma valente toirada!

17 de Agosto, 2026

Agenda Taurina – Onde e quando pode ir aos touros em Portugal

17 de Agosto, 2026

Caetano, Gamero e Mariana Avó em Aldeia da Luz a 5 de Setembro

17 de Agosto, 2026

João Salgueiro colhido com aparato em Reguengos (com Vídeo)

16 de Agosto, 2026
Pesquisa
Mais recentes...

Samora Correia: vontade, regularidade e pouco brilho

18 de Agosto, 2026

17 de agosto “apimentado” em Coruche

17 de Agosto, 2026

O resultados dos portugueses lá fora

17 de Agosto, 2026

Jarocho triunfa em El Burgo de Osma

17 de Agosto, 2026
As nossas redes sociais!
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
Touro e Ouro
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Contacte-nos
  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Início
© 2026 TouroeOuro. Desde 10 de Junho de 2011. Todos os direitos reservados.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.