Poderia começar por dizer que é por demais importante uma análise à temporada do Campo Pequeno, que se impunha e “Bla bla Bla”… Só que na verdade, não se impõe coisa nenhuma.
Primeiro – Campo Pequeno deixou de ser uma praça de temporada. Sejamos claros, quatro corridas não adiantam, nem atrasam… Não põem, nem dispõem, não significam nada, sobretudo nos moldes em que se organizam.
Segundo – O Campo Pequeno deixou de ser o símbolo e o garante da tauromaquia a partir do momento em que nos quiseram vender a história de “ai e tal é melhor agradecer o pouco que temos”. O Sagres Arena é uma sala de espetáculos e por enquanto permitem a realização, ao que parece “sob favor” de quatro espetáculos. Eu sou das pessoas que pensa, que de esmolas e humilhações está o inferno cheio…
O Campo Pequeno precisava do romantismo do Pombeiro, mas precisava de muito mais. Precisava de categoria, pulso firme e acontecimentos marcantes. E infelizmente não tem nada disto.
Nunca pensei dizer isto, aliás, precisava de convicção para dizer que para o que temos actualmente, era preferível escolher ter dignidade.
O Sr. Covões, dizem que proíbe Moura no Campo Pequeno e a mim particularmente enoja-me que tenham cedido.
A soma dos compromissos do empresário fixo e dos itenerantes jogam para duas corridas, catorze cavaleiros, sendo que consigo encontrar uns seis sem estatuto para lá estar…
Numa, mandou Morante, óptimo, mas para ver o mago não vale tudo, nem tão-pouco vale ter que ver um rejoneador cujo regresso ao Campo Pequeno é completamente incoerente e apenas aceitaria numa de vinte corridas; noutra mandaram outros, colocando-se um grupo de forcados estrangeiro, quando outros grupos portugueses e com estatuto, não estão.
É aqui que me cresce a revolta e perco a teoria do romantismo do empresário (s). E o Grupo de Forcados Amadores de São Manços? Como é que esta formação não está?
Confesso que pouco me importam os motivos, sei sim, que num país de tradições, de gratidão e valores, o Campo Pequeno não tem no elenco a formação que no passado ano perdeu ali um dos seus.
Alguém que se explique, porque isto não é romantismo, não é paixão, não é nada!
O resto… É apenas o resto. Isto sim, não tem qualquer explicação que eu imagine plausível.
Não bateu no fundo? Ai bateu

