6º Touro – António Prates – (Conde de Murça – 480 quilos) Pese embora um fortíssimo toque na montada, seguido de enganche, que de resto resultou em queda, afortunadamente sem consequências visíveis para montada e cavaleiro, António Prates protagonizou uma boa passagem pela Daniel do Nascimento, não faltando vontade e empenho em “acordar” o público “meio adormecido”. Música ao primeiro curto e uma terceira bandarilha de grande nível, com ladeios e remates das sortes. António Prates – Volta 6ª Pega – GFA Moita – João César A derradeira pega da fria noite, das seis a cargo do Grupo de Forcados…
Autor: Solange Pinto
António Velez partilhou há dias na sua página de Facebook, um cartaz antigo da Feira Taurina da Moita… que nostalgia e saudade de um tempo em que, além das duas novilhadas, havia seis corridas de touros, entre elas uma mista e uma integralmente a pé. Nesse tempo ido, poder-me-ão dizer que havia outro tipo de condições financeiras para ir aos toiros, eventualmente um mercado menos competitivo a nível de outras manifestações culturais e sobretudo, não havia essa “coisa” que distrai as pessoas a qualquer hora do dia e da noite e que se chama internet, um mundo onde todos triunfam…
6º Touro – Tristão Ribeiro Telles (Veiga Teixeira – 505 quilos) A sexta e última lide da noite foi um refresco numa noite “pesada”. Grande e redonda actuação de Tristão Ribeiro Telles a aproveitar as qualidades do voluntarioso toiro de Veiga Teixeira.Tristão voltou à sorte de gaiola e desta feita a resultar muito positivamente. Depois e já em curtos, cedo percebeu o toiro que tinha por diante, bregando a duas pistas com ritmo, reunindo a preceito depois de entrada ao piton contrário. O público levantou-se dos seus lugares e desta vez, com vontade e merecidamente. Tristão Ribeiro Telles – Volta…
A Moita e a sua Daniel Nascimento têm destas coisas. Quando descobrem um toureiro não admitem largá-lo. Mimam, dão o melhor e em troca, apenas querem isso mesmo, o melhor… É uma espécie de relação feiticeira aquela que mantém com os toureiros… Tomás Bastos, tem agora na sua vida e ainda curta carreira, um feitiço chamado Moita. Uma porta grande no seu debute neste tauródromo e este ano, ontem aliás, outra vez. Ambas as vezes, com justiça. E uma sociedade moitense que sabe ver, ler e avaliar como ninguém. A sua primeira actuação foi a mais redonda, a mais coesa…
PORTA GRANDE PARA TOMÁS BASTOS 6º Touro – Tomás Bastos (Calejo Pires – 470 quilos) Bem voltou a estar Tomás Bastos, o toureiro de Vila Franca, entretanto legitimamente “adoptado” pela Moita.Se de capote teve toiro à altura, na muleta também mas por escasso tempo. Porfiou e mesmo quando o oponente não quis corresponder, Bastos correu atrás e junto a tábuas, terminou a obra de arte esculpida desde o início. Outro grande triunfo. Tomás Bastos – Volta 5º Touro – Marco Pérez (Calejo Pires – 465 quilos) De vestido pálido e prata, Marco Pérez surgiu na arena para a lide do…
Foi ritmada e agradável a tarde de toiros no Sobral de Monte Agraço.Por ocasião da feira anual, a localidade do oeste recebeu um espectáculo com conceitos variados a cargo de seis cavaleiros e dois grupos de forcados, transportados por charretes até ao tauródromo, passando pelas gentes entusiastas que pelo percurso acenavam aos toureiros… Na praça, papel vendido até ao último bilhete e isto, é fruto de um bom trabalho a cargo do empresário José Luís Gomes. Os toiros de Lopes Branco, bem apresentados para a tipologia do palco em questão, contribuiu sobretudo em jogo dado, havendo no entanto, exemplares que…
O tempo passa e as modas mudam… Modas ou eventualmente detalhes de boa educação, reveladores de requinte, de saber estar e quiçá até de conhecimento da história e reconhecimento e gratidão aos “personagens” que nos trouxeram a todos até aqui. Em Montemor, um dos bandarilheiros oferendou o seu capote a um ganadeiro presente na barreira. Era a isto que estava habituada. Agora e nos tempos que correm, os capotes são para o que alguns acreditam ser o novel jet set das corridas. Por isto não vinha mal ao mundo. Cativar novos públicos, sim, porque são novos, pode até ser inteligente.…
A corrida de Domingo de Feira, em Montemor, é aquela em que tradicionalmente o Grupo de Forcados Amadores de Montemor se encerra com seis touros em solitário. Vale a pena dizê-lo. O público de Montemor, vive de e para a forcadagem e dali, da forcadagem partem os momentos mais aguardados de cada tarde de toiros em Montemor. Tudo o que entra na bancada, foi ou é forcado e ali estão também as suas famílias e apoiantes. Se a corrida teve triunfadores, diria eu que foram este ano, o cabo e seu irmão. O primeiro, António Pena Monteiro, pela cernelha “monstruosa”…
Com Galeria Fotográfica
6º Touro – Andrés Roca Rey – (Garcigrande – 500 quilos) Ao som de um dos mais belos pasodobles do mundo, La Concha Flamenca (motivando um aplauso à banda), toureou Andrés Roca Rey. E que bem toureou de muleta. Recursos técnicos por todos os poros, aliados à capacidade estética que com ele nasceu. Passes por ambos os pitons, séries em crescendo. Beleza natural e ao natural. Circulares, de tudo e tudo. Convenceu também em Lisboa.De capote bonito quite por veronicas. Andrés Roca Rey – Volta 5º Touro – Guillermo Hermoso de Mendoza (Sobrero – António Raul Brito Paes – 640…