António dos Santos, decano dos matadores de toiros portugueses e uma das figuras mais marcantes da história taurina da Golegã, é o protagonista da exposição “A arte para além da tauromaquia”, patente entre 1 e 30 de setembro na Galeria João Pedro Veiga, no Edifício Equuspolis.
Natural da Golegã, António dos Santos celebra este ano o 74.º aniversário da sua alternativa e completa, em setembro, 97 anos de idade, numa vida marcada pela ligação à tauromaquia, mas também por uma paixão menos conhecida pelo grande público, a pintura.
Criado num meio profundamente ligado ao cavalo e ao toiro, António dos Santos cresceu rodeado pela tradição taurina que caracteriza a identidade da Golegã e que também estava presente no seio da sua família.
Ainda jovem, mudou se para Lisboa para prosseguir os estudos, com o objetivo de vir a ser arquiteto. Frequentou a Escola António Arroio, onde foi aluno do mestre Martins Correia, e foi nesse ambiente artístico que aprofundou o interesse pela pintura.
O percurso acabaria, contudo, por conduzi lo às arenas, onde construiu uma carreira ligada ao toureio e se afirmou como uma referência nacional, sem nunca abandonar a criação artística.
A exposição agora apresentada na Golegã procura precisamente revelar essa outra dimensão de António dos Santos, juntando as duas grandes paixões que atravessaram a sua vida, a tauromaquia e a pintura.
Segundo o Município da Golegã, a mostra representa também “o reencontro com um sonho interrompido pelo destino, mas nunca esquecido pelo coração”, funcionando simultaneamente como uma homenagem a um homem que manteve uma forte ligação às suas origens.
A autarquia destaca António dos Santos como uma figura que “honrou as suas origens, elevou o nome da sua terra e deixou um legado que atravessa gerações”.
“A arte para além da tauromaquia” pode ser visitada até 30 de setembro, de segunda a sexta feira, entre as 09h00 e as 13h00 e das 14h00 às 17h00, na Galeria João Pedro Veiga, no Edifício Equuspolis, na Golegã.
