Évora e a sua modernizada arena foram palco de mais um Concurso de Ganadarias, na sua 66ª edição.
Este concurso esteve longe de outros no que há entrada concerne. Cerca de meia casa forte e ambiente “nhoc-nhoc” como diria João Salgueiro.
Não vale a pena bater no ceguinho, mas, enquanto não se pensar e repensar certas coisas a Festa não pula e avança. A tauromaquia precisa de promoção a sério, com qualidade, precisa de Coca-cola e não de Canadá Dry.
Cartel composto pelos cavaleiros Luís Rouxinol, Miguel Moura e Tristão Ribeiro Telles, bem como pelos forcados de Santarém e Évora.
Do concurso com exemplares que lidados por esta ordem, foram das ganadarias de Maria Guiomar Cortes de Moura, Branco Núncio, Vale Sorraia, Santa Maria, António Silva e Passanha, resultaram triunfadores os ferros de Vale Sorraia para “Apresentação” e Branco Núncio para “Bravura”.
A corrida no seu todo teve polos de interesse, mas esteve longe de ser redonda e inesquecível.
Luís Rouxinol teve um lote composto pelos toiros de Maria Guiomar Cortes de Moura e Santa Maria, sendo dois toiros que serviram, como de resto os demais em cartel, sem que no entanto tenham emprestado “demasiada” emoção às funções. O cavaleiro de Pegões cumpriu sem brilhantismos, mas andou correto. Destaca-se o par de bandarilhas com que encerrou a sua passagem por Évora.
Miguel Moura lidou um dos premiados, o de Branco Núncio e o toiro de António Silva. As lides foram movimentadas, diria que talvez de mais para o conceito de toureio do cavaleiro alentejano, sendo que ainda assim, Miguel andou bem. O primeiro do lote de Miguel teve como um dos momentos altos, o comprido exímio em sorte de gaiola e frente ao segundo, a brega a duas pistas e os palmitos de encerramento da sua exibição. Passagem muito positiva.
Tristão Ribeiro Telles lidou o premiado na categoria de apresentação, ou seja, o Vale Sorraia, lidando também o toiro de Passanha.
Frente ao primeiro, houve polos opostos numa mesma função. Os ferros bons, foram de facto muito bons, os maus, deixados em sortes demasiado abertas. Frente ao segundo quiçá maior regularidade nesta matéria, pautando-se a sua passagem como positiva mas sem deslumbrar.
As pegas foram protagonizadas pelos forcados dos Grupos de Santarém e Évora.
Para a cara dos toiros, vestindo a jaqueta da mais antiga formação portuguesa, Santarém, foram: Caetano Galhego, efetivando ao primeiro intento; Manuel Ribeiro de Almeida e Francisco Paulos de cernelha e Joaquim Grave, à segunda enorme tentativa com uma importante primeira ajuda.
Pelo grupo da ‘casa”, Évora, pegaram de caras Henrique Burguete, concretizando à quarta tentativa; Martim Lobo, à terceira e; João Cristóvão, à primeira tentativa.
Como nota positiva do festejo, o anúncio aos microfones da praça, da presença de uma aficionado de 105 anos, a quem de resto Luís Rouxinol simpaticamente brindou.
Como nota negativa, o salto do Passanha para a trincheira, deixando o speaker necessitado de tratamento na enfermaria da praça.
O espectáculo foi dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico António Santos, assessorado pela Médica Veterinária, Ana Gomes.
Fotos: João Dinis





































































































