A região da Andaluzia aprovou uma estratégia considerada inédita para reforçar e modernizar o setor tauromáquico, com o objetivo de garantir a sua continuidade e adaptação aos desafios do futuro. A notícia foi avançada pelo jornal La Razón.
De acordo com o mesmo jornal, o Conselho de Governo andaluz deu luz verde à tramitação da I Estratégia Andaluza de Tauromaquia 2030, um documento que pretende “blindar e promover o mundo do touro como património cultural vivo”, reforçando o reconhecimento institucional de uma atividade com peso económico e social significativo.
O plano assenta em vários pilares, entre os quais a sustentabilidade económica, a inovação e a renovação geracional. Entre as medidas previstas, destacam-se o reforço da formação e profissionalização de novos valores, bem como a garantia de elevados padrões de segurança e qualidade nos espetáculos.
Segundo o La Razón, esta estratégia surge na sequência de um conjunto de políticas implementadas desde 2019, que incluíram o fortalecimento das escolas taurinas, a criação dos Prémios Andaluzia da Tauromaquia e a consolidação da rede de municípios taurinos, atualmente com cerca de 170 localidades.
A administração regional tem ainda promovido medidas de apoio direto ao setor, como a eliminação de taxas associadas à realização de espetáculos e a atribuição de subsídios a eventos e ganadarias, além da valorização de praças históricas e do incentivo ao turismo ligado à tauromaquia.
Com horizonte em 2030, a Junta da Andaluzia pretende posicionar a região na linha da frente da modernização do setor, encarando a tauromaquia como um ativo cultural e económico estratégico, sem perder a sua identidade histórica.
A nova estratégia procura, assim, conciliar tradição e inovação, garantindo que esta expressão cultural continue a ter relevância nas próximas gerações.
